Após alguns meses de interminável espera, Grey’s Anatomy está de volta para fazer as delícias de milhões de pessoas. Mas será este um bom regresso?
O episódio inicia-se com a reflexão habitual. Neste “With You I'm Born Again”, a reflexão incita à renovação biológica, das células, do corpo, da pessoa em si. E é isso que o episódio nos traz, uma mudança em todas as personagens, cada uma à sua maneira.
Todas as personagens, após o massacre do fim da sexta temporada, têm que obter a aprovação psicológica para voltar a operar. Todos vão recebendo o papel amarelo de aprovação, restando apenas Meredith e Cristina. Para Meredith não há razão que justifique, mas Yang (e aqui está a mudança que vos falei), não quer saber.
O caso médico propriamente dito, é o “maior tumor da história”, um bocado cliché para quem segue a série desde o início. Derek, ao deparar-se com este caso, apercebe-se que o seu lugar é operando, e não dirigindo um hospital. Por isso, demite-se, dando o cargo de volta a Richard. Derek é outra personagem em mudança. Ele precisa de adrenalina, porque a vida é curta. Mas a adrenalina fá-lo estar várias vezes na prisão.
Ao contrário do que eu estava à espera, a notícia do casamento de Cristina e Owen não foi dada de forma a chocar o público. Foi dada normalmente, como se todos soubéssemos, o que não é de admirar, porque a massa de spoilers que foi fornecida evidenciam-no. Cristina está à parte dos problemas do hospital, não quer saber se é ou não liberada para operar. E percorre os corredores do hospital folheando revistas de casamento. Como seria de esperar, Cristina dispensou quaisquer mordomias no seu casamento, e foge a habituais tradições.
Torres e Arizona continuam com os seus habituais “problemas” conjugais. Torres pergunta à sua namorada se quer viver com ela, que por sua vez, aceita de imediato, e suspira de alívio, porque pensou que todo o enrolar de Torres fosse para falar de filhos. Esta história arrasta-se, mas será que teremos bebê?
Falando agora de relacionamentos opostos: Miranda/Ben, Teddy/psicólogo, Alex/Lexie. Após o massacre, Bailey quer tirar umas férias, e decide ir para casa dos pais com o seu filho. Ben, que havia estado a jogar golf, não recebe o perdão de Bailey, que ficou chateada por, num momento de desespero, o seu namorado estar num momento de lazer. Dá-se a ruptura. Já Teddy, conformada com o casamento de Owen e Cristina, segue em frente e relaciona-se com o psicólogo. Quanto a Alex, está de volta para fazer salientar a sua masculinidade, decide não tirar a bala que tem no peito para impressionar a ala feminina e apercebe-se que a vida é demasiado curta para se preocupar com o trauma que vive Lexie.
Quem esteve apagado neste episódio foram os drs. Avery e Sloan. O primeiro mal falou e o segundo ficou com ciúmes do casamento de Hunt e Cristina. Será mais um sinal da mudança da faceta de Mark?
Último aspecto: o aborto de Meredith. O psicólogo pressentiu que Grey escondia algo, e por isso não a liberou para poder operar. Mas a protagonista ainda não contou a Derek, e ele por sua vez, demonstrou interesse em ter um filho.
Foi um episódio para repor as ideias e para fazer assentar toda a poeira levantada no último episódio. Foi regular e competente.
Ricardo Lima é de Portugal, frequenta curso de Línguas e Humanidades e admite-se viciado em séries e tem Lost como favorita. No site, escreve os reviews de Grey's Anatomy, The Event e Californication.