Saturday, July 16, 2011

O Astro, novelas e os conceitos de séries e minisséries no Brasil

Por Paulo Victor, para o Séries no PC

Cena de Capitu (Divulgação/Rede Globo)
Há muito tempo acompanha-se na imprensa especializada em televisão a criação de novas conotações e padrões para as produções que vão sendo criadas para a tv aberta. É essencial citar, por exemplo, o surgimento dos rótulos "macrosséries" e "microsséries", que ultimamente vem sendo utilizadas para padronizar as novas tramas de curta ou longa duração que aparecem nas telinhas. Se você acha que entender os conceitos de séries e minisséries já era complicado, deve estar pensando o por que de criarem outros.

Quando a Globo exibiu produções como A Pedra do Reino e Capitu, a imprensa logo denominou essas produções como "microsséries", por terem poucos episódios em relação as minisséries até então apresentadas pela emissora. Atualmente, a produção O Astro vem sendo chamada de "macrossérie" por alguns jornalistas, mesmo com a emissora que a exibe tendo chamado a produção de novela.

Vendo pelo lado analítico do sistema televisivo, A Pedra do Reino, Capitu e podemos citar ainda, Maysa - Quando Fala o Coração, todas são na verdade minisséries. Para que uma produção seja considerada uma minissérie, ela deve ter no mínimo dois episódios e no máximo, algo em torno de nove ou dez. Essa margem então, por definição, não permitiria a criação de um novo jargão, neste caso, "microssérie". Talvez erroneamente, tramas de exibição diária e com duração de dois ou três meses (algo com cerca de 40 a 80 episódios) como por exemplo A Casa das Sete Mulheres e Os Maias, eram chamadas de minisséries.

Cena de Força Tarefa (Divulg./Rede Globo)
Voltando para a visão conceitual, as séries de tv tem cerca de dez episódios e no máximo trinta (com exceção das comédias, que podem ter um pouco mais, porém sem exageros) e se tiverem menos de dez, devem ter pelo menos mais de uma temporada para serem chamadas de "série" (caso contrário recebe o rótulo "minissérie"). Atualmente a tv aberta vem apostando nesse formato com sucesso, a exemplo de séries como A Lei e o Crime (Rede Record), Força Tarefa e A Grande Família (Rede Globo). 

Sobre O Astro, temos aí uma nova forma de exibir novelas, que foge do padrão longo e arrastado - as vezes com muita enrolação - das últimas produções que temos vistos na tv brasileira. O público atual vem demonstrando maior atenção por tramas de menor duração e mais ágeis e O Astro cai bem nessa visão, sendo uma novela com a quantidade de capítulos reduzida pela metade em relação às outras em exibição, do jeito que o público, por sua maioria, prefere.

Cena de O Astro (Divulgação/Rede Globo)


Ao fim desse longo texto é bom citar - utilizei muito o verbo "dever" acima, "deve ter 'x' episódios...". Discutindo com o @alerocha (colunista do Yahoo) pelo twitter, foi notável que ao usar este verbo as explicações ficaram entendidas como se fossem regras, mas não são. Na real, é um padrão adotado pela tv americana e que foi sendo adaptado e moldado de acordo com cada país e depois de muita resistência, vem sendo adotado no Brasil. Nem sempre vai ser desse jeito, nem sempre terá de ser dessa maneira.

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